Os agentes da 166ª DP realizaram, nesta quinta-feira, dia 27 de agosto, a Operação Legado e Honra. Eles efetuaram a prisão preventiva de Igor da Silva Moreira, de 44 anos, de Effer da Anunciação Falcão, de vulgo “Effinho”, de 38 anos  e de Pedro Paulo Ribeiro Castor, de 43 anos. Todos são apontados pela investigação como envolvidos na execução covarde do policial civil Elber Fares, de 50 anos, ocorrida no dia 31 de agosto de 2025, ou seja, há praticamente um ano. Elber foi morto a tiros na frente do filho, Rua Presidente Castelo Branco, no Balneário, no momento em que ele saía da Igreja da Reconciliação, onde congregava. O assassinato foi flagrado por câmeras de segurança.

Segundo a polícia, apenas um integrante do grupo que participou da empreitada criminosa não foi encontrado: Raian Faria Rezende. Há  informações de que ele esteja refugiado no Complexo da Penha, no Rio de Janeiro, dominado pela organização criminosa Comando Vermelho (CV), cujos integrantes planejaram e executaram o inspetor, que era responsável pelo Serviço de Inteligência da 166ª DP.

Os agentes da 166ª DP explicaram que o nome escolhido para a operação “Legado e Honra” carrega um duplo e profundo significado para a Polícia Civil. A palavra “legado” presta uma homenagem à memória e ao incansável trabalho realizado pelo inspetor Elber no Setor de Inteligência da delegacia, cujas investigações foram fundamentais para combater o crime organizado em Angra dos Reis. A palavra “honra”, por sua vez, reafirma o compromisso inegociável da instituição em não deixar impune qualquer ataque perpetrado contra a vida de seus agentes públicos e contra a própria sociedade.

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A Polícia Civil também explicou a participação de cada um deles na execução de Elber.

Igor da Silva Moreira é apontado como o financiador e o suporte bélico da execução. “Atuou como o suporte financeiro e bélico do plano. Foi o responsável por realizar a transferência bancária via PIX (R$ 3.000,00) destinada à compra do veículo utilizado pelo executor. Igor, que possuía registro de atirador, também é investigado por fornecer armamentos à cúpula do tráfico local”, declarou a Polícia Civil.

Effer da Anunciação Falcão, o “Effinho”, teria sido o responsável pelo monitoramento e pela ocultação da arma usada no assassinato. “Posicionou-se em frente à Igreja Reconciliação para monitorar os passos da vítima, transmitindo as coordenadas em tempo real. Após a execução, auxiliou no plano de fuga do atirador e foi o encarregado de ocultar a arma do crime em uma área de mata”, explicou a Polícia Civil.

Pedro Paulo Ribeiro Castor é apontado como o condutor do apoio e da fuga. “Condutor do veículo Fiat Palio azul utilizado para levar Effer até o local do crime para realizar o monitoramento e, posteriormente, posicionou-se em ponto estratégico na Rodovia Rio-Santos para resgatar o executor durante a fuga”, explicou a Polícia Civil.

Raian Faria Rezende, o foragido, teria atuado como recrutador e operador logístico, sendo responsável por adquirir o veículo clonado usado pelo executor e recrutar os demais envolvidos. É o único que ainda não foi capturado.


Resistência armada e mortes em confronto

A Polícia Civil ressalta que outros dois integrantes da organização criminosa envolvida no atentado não resistiram às tentativas de prisão realizadas no curso das investigações.

Pablo Miguel Rodrigues Pereira, de vulgo “Bigode”, era a liderança do tráfico de drogas na região e mandante das ações. Foi morto em confronto armado com agentes da 166ª DP no dia 4 de fevereiro deste ano, em Paraty onde estava escondido.  Na ocasião, ele estava com uma pistola registrada em nome de Igor.

Vale lembrar que, uma semana antes do assassinato de Elber Fares, o traficante havia ameaçado os agentes da delegacia de Angra. Na ocasião, o criminoso usou as redes sociais para intimidar os policiais. “Vai morrer todos, o sangue vai escorrer”, escreveu o traficante, citando diretamente três policiais civis da delegacia, entre eles Elber.

Já Erivelte de Souza Oliveira Júnior, de vulgo “Veltinho”, de 31 anos, que matou Elber, ou seja, foi o executor material do assassinato, foi morto ao resistir à prisão. No dia 3 de setembro de 2025, ou seja, pouco depois da morte de Elber, ele foi localizado pela equipe da 166ª DP em um apartamento nos Predinhos da Banqueta. Ele abriu fogo contra os agentes com uma arma automática e chegou a atingir um dos policiais, que só não se feriu com mais gravidade porque estava usando colete à prova de balas. Houve troca de tiros, e Veltinho morreu.

A 166ª DP informou que as investigações e operações em campo das unidades especializadas continuam de forma ininterrupta, com a intenção de localizar e prender Raian Faria Rezende, garantindo o total cumprimento da Justiça.

Denúncias anônimas podem ser realizadas pelo telefone 0300-253-1177. O sigilo é garantido.