O governo Lula terá que enfrentar em plena campanha eleitoral uma greve por tempo indeterminado na Eletronuclear, empresa responsável pela gestão das usinas Angra 1, Angra 2 e Angra 3 — esta última com as obras paralisadas.
O Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Energia Elétrica nos Municípios de Paraty e Angra dos Reis (STIEPAR) aprovou a realização da greve a partir da 0h de 1º de setembro de 2026, terça-feira. A paralisação ocorre no contexto das negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a Eletronuclear.
O presidente do STIEPAR, Cássio Lúcio Luiz Martins, informou que os serviços essenciais das usinas nucleares serão mantidos. Segundo ele, a paralisação é necessária para preservar a segurança nuclear e a integridade dos trabalhadores e da população.
O comunicado sobre o movimento grevista foi feito à estatal federal pelo presidente do STIEPAR. A empresa, por sua vez, informou que reconhece e respeita o direito de greve e afirmou que mantém o compromisso com a continuidade das negociações de forma responsável.
Segundo a Eletronuclear, diversas reuniões foram realizadas com as entidades representantes dos empregados durante as tratativas do acordo. Antes mesmo da decisão pela paralisação, a administração solicitou a mediação do Tribunal Regional do Trabalho (TRT).
Uma audiência de conciliação está marcada para a próxima segunda-feira, 31 de agosto, com o objetivo de buscar um entendimento entre as partes e tentar avançar nas negociações.