O Rio de Janeiro foi palco de uma movimentação intensa da Polícia Federal nesta quinta-feira (15) com a prisão do deputado estadual Márcio Canella (União), o segundo mais votado nas Eleições 2026. A detenção ocorreu no âmbito da 8ª fase da Operação Unha e Carne, que tem como alvo um colossal esquema de lavagem de dinheiro, estimado em R$ 7,6 bilhões.
Além de Canella, que obteve 197.178 votos no estado, a operação também levou à prisão de outras cinco pessoas, incluindo o ex-secretário de Polícia Civil, Marcus Amim. A ação visa desarticular uma rede de postos de combustíveis no Grande Rio, suspeita de movimentar a vultosa quantia com a suposta anuência de agentes políticos. As investigações também apuram conexões entre agentes públicos e grupos criminosos atuantes no estado.
Canella, que já exerceu o cargo de prefeito de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, e renunciou no início deste ano visando uma vaga no Senado, possui um histórico político extenso. Antes de sua atual legislatura, ele já havia cumprido dois mandatos como deputado estadual na Alerj e ocupou diversas funções no poder público de Belford Roxo, como secretário municipal de Casa Civil, vereador e vice-prefeito.
Esta não é a primeira vez que o nome de Márcio Canella surge em investigações recentes. Em julho deste ano, o político foi preso em flagrante durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, após policiais federais encontrarem um fuzil em seu carro. Na ocasião, Canella alegou que o armamento não lhe pertencia. Ao ser conduzido nesta quinta-feira, o deputado utilizou um guarda-chuva para tentar esconder o rosto dos fotógrafos.
A defesa de Márcio Canella informou que não se posicionará sobre a prisão por enquanto, aguardando acesso integral à decisão judicial que determinou a detenção. O portal A Cidade segue acompanhando os desdobramentos desta complexa operação que abala o cenário político fluminense.