A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou o Projeto de Lei 2.707/23, que cria o programa "Torcedor Sangue Bom". A proposta, de autoria do deputado Thiago Gagliasso (PL), visa mobilizar torcedores e torcidas organizadas para elevar os estoques dos hemocentros fluminenses por meio de uma competição solidária. O texto aguarda sanção ou veto do Governo do Estado.

O lançamento do programa coincide com a celebração do Dia Mundial do Doador de Sangue, neste domingo (14). De acordo com o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL), a Casa Legislativa busca fortalecer a conscientização permanente da população e reconhecer a importância dos doadores voluntários através de mecanismos legais e campanhas institucionais.

No Rio de Janeiro, a legislação estadual oferece diversos incentivos para estimular a doação frequente. Servidores públicos estaduais têm direito a um dia de folga anual caso realizem ao menos duas doações no período. Além disso, doadores regulares contam com isenção em taxas de inscrição de concursos públicos estaduais e atendimento prioritário em diversos serviços.

Avanços recentes incluem a Lei 10.527/24, que prevê a possibilidade de gratuidade no transporte intermunicipal nos dias destinados à doação de sangue ou medula óssea. Para acessar esses benefícios, o cidadão deve apresentar o Certificado de Doador Regular emitido pelo hemocentro. Atualmente, o estado coleta entre 150 mil e 160 mil bolsas anualmente, com 66% das doações concentradas na Região Metropolitana.

A Alerj também mantém parcerias com o Hemorio, com a próxima campanha de coleta prevista para agosto na sede do Parlamento. Especialistas reforçam que a demanda é contínua para atender cirurgias, tratamentos oncológicos e emergências. Podem doar pessoas entre 16 e 69 anos, com mais de 50 kg, sendo necessária autorização dos responsáveis para menores de idade.

A expectativa é que o engajamento das torcidas ajude a renovar diariamente os estoques, transformando a paixão pelo futebol em uma ferramenta de responsabilidade social. Com a nova norma, o Parlamento Fluminense espera consolidar a doação de sangue como um hábito cultural e solidário entre os torcedores de todas as agremiações do estado.