O inverno na Costa Verde, que começou neste domingo, dia 21, deve apresentar características diferentes das tradicionalmente observadas nesta época do ano. O meteorologista César Soares, da Climatempo, avaliou as perspectivas para a estação nas cidades do Sul Fluminense e da Costa Verde. Segundo ele, a região não deverá registrar um predomínio de ar seco e temperaturas baixas, como costuma ocorrer durante o inverno.

De acordo com o especialista, esse cenário é influenciado pela atuação do fenômeno El Niño, que tende a manter as temperaturas acima da média e provocar irregularidades no regime de chuvas. As precipitações podem ocorrer em forma de pancadas isoladas, impulsionadas pelo calor.

“Essas pancadas podem ocorrer com características mais típicas do verão, devido ao excesso de calor”, explicou César. Ele também destacou que episódios de frio devem acontecer ao longo da estação, mas com menor frequência e intensidade do que o habitual. Após o término do inverno, a tendência é de que as temperaturas permaneçam acima da normalidade.

A meteorologista Nadja Marinho chama atenção para os meses de agosto e setembro, que marcam a reta final da estação. Segundo ela, fenômenos como aquecimento repentino — quando as temperaturas sobem rapidamente e ficam acima da média — e os chamados veranicos, períodos prolongados de tempo ensolarado, seco e quente, devem ser mais frequentes.

Ainda de acordo com Nadja, os moradores da região podem esperar tardes mais abafadas, com temperaturas máximas superiores a 30°C e baixos índices de umidade relativa do ar. Essas condições exigem atenção redobrada com a hidratação e aumentam o risco de queimadas e incêndios florestais.

“Os moradores poderão aproveitar dias favoráveis para ir à praia na Costa Verde, mesmo durante o inverno”, afirmou a meteorologista.